segunda-feira, 3 de maio de 2010

Marca do dia

A sessão marca do dia de hoje vai ser tambem uma homenagem a Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, o inventor do dicionário Aurélio. Acompanhe: O Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, popularmente chamado de Dicionário Aurélio ou simplesmente Aurélio, é um glossário do idioma português, lançado originalmente no Brasil em fins de 1975, tendo vendido na primeira edição (versão completa) mais de um milhão de exemplares até 1987, data da segunda edição. A versão original resultou do trabalho de mais de três décadas do lexicógrafo e Imortal Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.[1]

A versão publicada em 1987 continha cerca de 150 mil vocábulos, sendo "inframédia", na definição do próprio autor, já que o português falado no Brasil possui cerca de 400 mil palavras. Era publicado pela editora Nova Fronteira[1]


A confeccção do léxico teve início ainda nos anos 1950, quando o poeta Manuel Bandeira convidou o então professor da Fundação Getúlio Vargas, Aurélio Buarque, para auxiliar na redação do "Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa", da Civilização Brasileira.[2]

Da equipe formada então integravam Joaquim Campelo Marques e Marina Baird Ferreira (esposa de Aurélio) a que se juntaram mais tarde Margarida dos Anjos, Stella Rodrigo Otávio Moutinho e Elza Tavares Ferreira que, junto ao próprio Aurélio, foram os autores da primeira edição.[2]

A intenção inicial era sua publicação em suplementos da revista O Cruzeiro quando, em 1966, foi contratada a equipe para concluir o trabalho em dois anos, pelo editor Abraham Koogan. A iniciativa fracassa, fazendo com que os próprios colcaboradores fundassem uma editora - a JEMM - com o fim específico de publicar o dicionário. Após sucessivos atrasos, disputas entre os dicionaristas, a iniciativa também não vingou, sendo procurados outros parceiros capazes de custear a iniciativa. Instituições públicas e privadas negaram-se a participar da edição, como a editora José Olympio ou o Banco Itaú, além do próprio Estado.[2]

Com a cassação do político Carlos Lacerda, este se voltara para sua editora, a Nova Fronteira. Com a mediação do cronista Rubem Braga, Lacerda se interessa em publicar a obra. Com os lucros da venda do romance O Exorcista, de William Peter Blatty, finalmente havia capital para custear a primeira tiragem do Dicionário, que veio a se revelar um sucesso editorial.[2]

Sua edição coincide com o período em que no país se dá preferência aos dicionários editados no Brasil, sobre aqueles publicados originalmente em Portugal. Nos primeiros dicionários brasileiros nota-se uma busca pela unificação nacional através do idioma, como nos léxicos da editora Globo da década de 1940: Dicionário Prático da Língua Nacional, de Vicente de Carvalho (1945) e o Dicionário Enciclopédico Brasileiro Ilustrado, de Álvaro Magalhães, este último contando com a colaboração do Érico Verissimo; já no Aurélio essa não é a preocupação maior, embora estejam presentes exemplos da literatura recente, canções e uma busca pela representação de uma "língua viva", sofrendo influência dos meios de comunicação.[3]

O Aurélio passa, no final do século XX a incorporar vocábulos africanos, acompanhando o movimento de globalização, e de internacionalização da língua, que sucede ao período nacionalista.[3]

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